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Morre soldado da PM que denunciou ter sido vítima de homofobia e tortura por colegas de trabalho 25

Morre soldado da PM que denunciou ter sido vítima de homofobia e tortura por colegas de trabalho

Nesta quinta-feira (10), veio a público a trágica notícia do falecimento do soldado da Polícia Militar (PM), Carlos Bahia Santos, aos 31 anos, que anteriormente denunciou ter sido vítima de homofobia e tortura perpetradas por seus próprios colegas de corporação.

O caso abalou a cidade de Açailândia, onde ocorreram os acontecimentos.

Carlos Bahia, que passou por agressões físicas que resultaram em um grave quadro de depressão, estava internado em estado crítico desde a semana passada. Após ser transferido para o Hospital Carlos Macieira, em São Luís, o soldado não resistiu e veio a falecer.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que a causa da morte do soldado está sendo apurada pelo Serviço de Verificação de Óbitos do Instituto Médico Legal (IML).

O caso ganhou ainda mais destaque devido à denúncia de homofobia e tortura que Carlos Bahia havia feito anteriormente.

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O soldado era lotado no 26º Batalhão de Polícia Militar (BPM) em Açailândia. No dia 27 de junho, ele relatou em um Boletim de Ocorrência que seus colegas de corporação chegaram em sua casa em um veículo policial com sirenes e luzes intermitentes ativadas, acusando-o de ter abandonado o posto de serviço e ordenando sua prisão.

De acordo com o boletim, Carlos Bahia foi arrastado para fora de sua casa pelos agressores, enquanto usava apenas uma toalha. Os colegas de trabalho também invadiram sua residência sem autorização e revistaram os cômodos.

As ações dos policiais foram denunciadas como lesão corporal, violação de domicílio e abuso de autoridade. Após a denúncia, o 26º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Açailândia teve mudança de comando.

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O novo comandante informou que estava ciente do caso e que um processo administrativo havia sido instaurado para investigar as alegações feitas por Carlos Bahia.

O caso também atraiu a atenção dos órgãos de Defesa dos Direitos Humanos, sendo levado ao conhecimento da Rede Cidadania de Açailândia, uma organização composta por membros da sociedade civil e entidades que lutam pelos direitos humanos.

Um dos elementos que chamou a atenção foi uma carta recebida pela rede, supostamente escrita pelo próprio policial militar, embora não tenha sido identificado.

Na carta, o soldado expressou suas experiências e sofrimento, acusando o comandante do Batalhão de negligenciar suas denúncias e compartilhando a batalha que travou contra a depressão.

Em um trecho da carta, ele escreveu:

“Digo ao major Nunes, que depressão não é frescura. Digo também a ele que o seu pedido de perdão não deve ser direcionado a Deus, mas sim às suas vítimas. Fui esquecido pelos meus irmãos… Obrigado a todos os que me ajudaram e que nos últimos dias mandaram mensagens de conforto. Agora estarei junto aos que me amaram e também com aqueles que me amam.”

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A Polícia Militar do Maranhão também informou que está conduzindo uma investigação sobre a conduta dos policiais suspeitos de praticar as agressões. A corporação reforçou que não tolera qualquer forma de intolerância e que a discriminação não está alinhada aos valores que adotam.

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