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VÍDEO: Universidade expulsa 6 alunos por “punhetaço” em jogo feminino em SP

A Universidade Santo Amaro (Unisa), situada na capital paulista, se encontra no centro de uma controvérsia após a expulsão de seis estudantes de Medicina que participaram de um episódio chocante apelidado de “punhetaço”. O incidente ocorreu durante um torneio universitário de vôlei feminino na cidade de São Carlos, no interior de São Paulo, entre os dias 28 de abril e 1º de maio deste ano, mas os vídeos que registraram o ato obsceno viralizaram apenas recentemente, provocando indignação nas redes sociais.

A Polícia Civil agiu prontamente e instaurou um inquérito para identificar e responsabilizar os estudantes envolvidos no ato obsceno, que é considerado crime com pena prevista de três meses a um ano de prisão.

A direção da Unisa, após uma investigação interna, identificou os seis alunos e decidiu expulsá-los da universidade nesta segunda-feira (18/9). No entanto, os nomes dos estudantes envolvidos não foram divulgados até o momento.

A reitoria da instituição afirmou que tomou conhecimento do incidente apenas nesta segunda-feira, após a divulgação do caso pela imprensa, e tomou medidas rápidas para desligar os estudantes identificados. A Unisa deve emitir um comunicado oficial sobre o caso na terça-feira (19/9).

Assista:

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a Unisa e a Secretaria Municipal de Esportes de São Carlos, onde o incidente ocorreu, serão convocadas a prestar esclarecimentos sobre o “punhetaço” promovido pelos alunos de Medicina.

O incidente em questão envolveu estudantes do time de futsal masculino da universidade que invadiram a quadra e desfilaram nus logo após o time de vôlei feminino vencer uma partida contra outra instituição. Tal ato é considerado obsceno de acordo com o artigo 233 do Código Penal, que proíbe “ato obsceno em lugar público, ou aberto ou exposto ao público”, com uma pena prevista de até um ano de reclusão ou mult

No entanto, alguns alunos da Universidade Santo Amaro tentaram minimizar o ocorrido, afirmando que a prática é considerada “normal” em eventos universitários de Medicina. Um estudante que preferiu não se identificar argumentou que a intenção era provocar a torcida rival, e não se tratava de masturbação. Ele ressaltou que esse tipo de comportamento é típico dos jogos de Medicina, que são vistos como um ambiente separado do convencional.

Curiosamente, incidentes semelhantes já foram registrados em outros eventos universitários, como o Intermed realizado em Bauru entre os dias 7 e 10 de setembro, onde estudantes da Unisa foram flagrados dando uma espécie de “volta olímpica” com as calças abaixadas e exibindo seus órgãos genitais. Os alunos argumentam que essa ação faz parte de uma tradição dos jogos e ocorre durante a abertura dos eventos.

A controvérsia em torno do “punhetaço” destaca a necessidade de repensar as tradições e comportamentos em eventos universitários, especialmente quando envolvem atos obscenos ou desrespeitosos. A Unisa tomou medidas enérgicas para lidar com o incidente, mas agora a sociedade está atenta para ver como as autoridades competentes e outras instituições de ensino superior responderão a casos semelhantes no futuro.