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Influencer Fitness Renato Cariani e Amigos São Indiciados por Tráfico de Drogas e Lavagem de Dinheiro Após Inquérito da PF 13

Influencer Fitness Renato Cariani e Amigos São Indiciados por Tráfico de Drogas e Lavagem de Dinheiro Após Inquérito da PF

A Polícia Federal (PF) de São Paulo encerrou um inquérito que durou dez meses, culminando no indiciamento do influenciador fitness Renato Cariani e dois de seus amigos, Fabio Spinola Mota e Roseli Dorth, por tráfico equiparado, associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. As acusações derivam do suposto desvio de produtos químicos para a produção em larga escala de drogas destinadas ao narcotráfico.

Contrariamente ao desfecho do inquérito, não houve pedidos de prisão para os três indiciados, e todos continuam respondendo em liberdade. O relatório da PF foi encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), que decidirá se apresentará ou não denúncia contra o grupo. Caso ocorra, a Justiça Federal terá a responsabilidade de julgar os acusados, podendo resultar em penas de prisão se forem considerados culpados.

A TV Globo e o G1 não conseguiram localizar as defesas de Renato Cariani, Fabio Spinola Mota e Roseli Dorth até o momento da última atualização desta reportagem.

A PF acusa Renato, Fabio e Roseli de utilizarem uma empresa química para falsificar notas fiscais de vendas de produtos destinados a multinacionais farmacêuticas. No entanto, esses insumos eram desviados para a produção de cocaína e crack, abastecendo uma rede criminosa de tráfico internacional, vinculada a facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Renato Cariani, que possui mais de 7 milhões de seguidores no Instagram, é sócio de Roseli na empresa Anidrol Produtos para Laboratórios Ltda., especializada na venda de produtos químicos em Diadema, Grande São Paulo. A PF alega que ambos tinham conhecimento e participavam diretamente do esquema criminoso, apresentando provas obtidas por meio de interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça.

Fabio Spinola Mota é apontado pela investigação como o responsável por intermediar o repasse dos insumos entre a Anidrol e o tráfico. Segundo a PF, ele criou um e-mail falso em nome de um suposto funcionário de uma multinacional para dar continuidade ao plano criminoso. Anteriormente, Fabio já havia sido investigado por tráfico de drogas em Minas Gerais e no Paraná.

A investigação revela que, entre 2014 e 2021, cerca de 12 toneladas de substâncias como acetona, ácido clorídrico, cloridrato de lidocaína, éter etílico, fenacetina e manitol foram desviadas da Anidrol para a produção de entorpecentes. A empresa emitia notas fiscais falsas e realizava depósitos em nome de “laranjas”, utilizando indevidamente os nomes de empresas conhecidas como AstraZeneca, LBS Laborasa e outra empresa.

A PF iniciou a investigação após a Receita Federal detectar depósitos suspeitos de mais de R$ 200 mil feitos pela AstraZeneca para a Anidrol. A multinacional negou qualquer compra de produtos da empresa do influenciador Renato e de sua sócia.

Embora a investigação tenha identificado mais suspeitos no esquema criminoso, seus indiciamentos estão pendentes, aguardando a coleta de mais provas. A PF busca ainda descobrir onde as drogas foram comercializadas e por quem.

A operação Oscar Hinsberg, realizada no ano passado pela Polícia Federal, visava combater o grupo criminoso, resultando em mandados de busca e apreensão em imóveis associados aos três suspeitos. Equipamentos eletrônicos e objetos foram apreendidos e analisados pelos peritos. Oscar Hinsberg, um químico, percebeu a possibilidade de converter compostos químicos em fenacetina, o principal insumo químico desviado, de acordo com a PF.

O delegado Vitor Beppu Vivaldi, da Delegacia de Repressão a Drogas da Polícia Federal em São Paulo, liderou a investigação. Em 2023, ele interrogou Renato, Fabio e Roseli. Embora a PF tenha solicitado as prisões dos três, a Justiça negou.

Renato Cariani, que possui mais de 7 milhões de seguidores no Instagram e 6 milhões no YouTube, negou envolvimento no esquema em vídeo publicado nas redes sociais. Ele afirmou ter sido surpreendido pela operação da PF e destacou que seus advogados ainda não tiveram acesso ao processo. A defesa de Renato informou que o influenciador respondeu a todas as perguntas durante o interrogatório.

Cariani defendeu a empresa Anidrol, da qual é sócio, ressaltando sua longa história, com mais de 40 anos de atividade, e as certificações nacionais e internacionais que possui. Ele classificou a investigação como uma surpresa e afirmou que seus advogados buscarão acesso ao processo para compreender as acusações. O influenciador é conhecido por seu papel de apoiador do fisiculturismo brasileiro e pela atuação nas áreas de educação física e química, além de ser empresário e youtuber.

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