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Belém deve se tornar a segunda cidade mais quente do mundo até 2050 13

Belém deve se tornar a segunda cidade mais quente do mundo até 2050

Nos próximos anos, o mundo enfrentará uma ameaça sem precedentes: uma epidemia de calor extremo que cientistas alertam ser uma das mais graves para a humanidade. Entre os epicentros dessa onda de calor avassaladora, Belém desponta como a segunda cidade no mundo a enfrentar mais dias extremamente quentes. A alta temperatura, resultado direto do aquecimento global, está prestes a se intensificar, com previsões assustadoras para a cidade.

Os dados alarmantes foram revelados em um levantamento inédito realizado pela ONG CarbonPlan, sediada na Califórnia, e divulgado com exclusividade pelo jornal americano The Washington Post. Belém, a capital paraense, será assolada por 222 dias de calor perigosamente alto em torno do ano de 2050, de acordo com as análises. A cidade de Pekambaru, na Indonésia, lidera a lista com incríveis 344 dias de calor nocivo previstos.

O Washington Post enfatiza que a população mundial enfrenta um aumento significativo de dias extremamente quentes, colocando em risco a saúde humana, especialmente em áreas menos preparadas para lidar com tal situação. A CarbonPlan, uma organização sem fins lucrativos especializada em dados e análises climáticas, destaca que esse desafio será um dos maiores enfrentados pela sociedade humana.

Até 2050, mais de 5 bilhões de pessoas, potencialmente mais da metade da população global, estarão expostas a pelo menos um mês de calor extremo. Já até 2030, a ameaça à saúde de pessoas expostas ao sol afetará mais de 4 milhões de indivíduos em todo o mundo.

O estudo usa como referência a temperatura de 32 graus Celsius (89,6 graus Fahrenheit) em dias muito úmidos para delinear um calor extremamente arriscado, equivalente a 48 graus Celsius em condições de baixa umidade. Nesse ponto, mesmo adultos saudáveis que permanecem ao ar livre por mais de 15 minutos podem sofrer estresse térmico, e muitas mortes já ocorreram em temperaturas muito mais baixas do que as previstas pelo estudo.

No contexto brasileiro, a maior temperatura oficialmente registrada foi de 44,8°C em Nova Maringá, no Mato Grosso, em novembro de 2020, superando o recorde anterior de Bom Jesus, no Piauí, em 2005. Belém, em comparação, registrou uma temperatura máxima de 35,8°C em agosto de 2023, de acordo com o serviço meteorológico.

Entretanto, a epidemia de calor extremo não afetará o mundo de maneira uniforme. A maior parte dos perigos será concentrada em países pobres, principalmente nas regiões já quentes, como o Sul da Ásia e a África Subsaariana, onde a falta de recursos torna difícil a generalização de ambientes com ar-condicionado e outros sistemas avançados de cuidados de saúde.

Os cientistas alertam que a escalada nas temperaturas aumentará significativamente as mortes, especialmente entre grupos mais vulneráveis, como idosos e crianças. Os últimos verões já forneceram um vislumbre do que está por vir: em 2022, as autoridades da União Europeia associaram pelo menos 60 mil mortes à onda de calor na região. Globalmente, o calor já tira a vida de cerca de meio milhão de pessoas todos os anos, de acordo com um estudo publicado pela Lancet Planetary Health em 2021, desencadeando ou agravando problemas de saúde, como ataques cardíacos, derrames e doenças renais.

A análise da CarbonPlan se baseia na métrica científica chamada “WetBulb Globe Temperature (WBGT)”, que leva em consideração fatores ambientais além da simples temperatura do ar, como umidade, calor radiante e movimento do ar. Essa métrica é usada em diversos campos, desde a indústria até o esporte, para determinar os níveis seguros de exposição ao calor extremo.

É importante ressaltar que a previsão de Belém ter 222 dias de calor extremo não é uma sentença definitiva, mas um alerta crucial sobre os impactos do aquecimento global. A mitigação das mudanças climáticas e a adaptação a condições mais quentes tornaram-se imperativas para enfrentar essa ameaça iminente.

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