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Homem com micropênis faz cirurgia de aumento peniano: 'Fiz as pazes comigo'

Insatisfeito com o tamanho do seu pênis desde a pré-adolescência, Rafael*, 30, vivia se comparando com outros homens, tinha problemas de autoestima, não gostava de se ver nu e só tinha relações sexuais com a luz apagada.

Como Rafael se encaixava em um caso de micropênis (órgão com 8 cm ou menos, quando ereto), ele teve indicação para fazer a cirurgia de aumento peniano, a qual foi submetido este ano: “Fiz as pazes com meu corpo e comigo mesmo”. A seguir, ele conta sua história:

“Com 13 anos, época em que comecei a descobrir minha sexualidade, passei a me incomodar com o tamanho do meu pênis, ele era pequeno e tinha uma aparência infantilizada. Ninguém nunca me falou nada, mas eu me sentia pressionado pelos padrões de beleza que a sociedade impõe: menina tem que ser magra e ter o cabelo liso, menino tem que ter o pênis grande.

Fui criando essa ideia dentro de mim com base nas experiências que vi e ouvi. Em conversa com colegas, alguns comentavam como as meninas tinham ficado espantadas com o tamanho do órgão genital deles durante a relação sexual.

Outra situação era ver homens de sunga ou de cueca em revistas e reparar como o volume deles era maior que o meu.

Nunca medi o tamanho do meu pênis, não queria quantificá-lo para não ficar mais neurótico ainda, mas coloquei na cabeça que precisava ter 18 cm. Pesquisei na internet o que poderia fazer para aumentá-lo, achei um vídeo falando que se eu me masturbasse de tal jeito, isso estimularia o crescimento. Tentei, mas não deu certo.

Também vi alguns produtos, como extensor alongador peniano ou bomba peniana, que prometiam aumentar o tamanho do pênis. Nunca usei nada disso com receio de me lesionar e por não ter visto nenhum médico falando que era seguro.

Tinha algumas estratégias para tentar disfarçar o tamanho, não usava bermuda e nem calça de moletom porque ficava muito evidente —optava sempre pelo jeans. Quando ia para a praia ou piscina, ficava de sunga só na hora de entrar na água, depois já vestia a bermuda ou me cobria com a toalha. Não me trocava nem tomava banho em vestiários, com vergonha de algum colega ver e comentar que era pequeno.

Me comparar com outros meninos fazia eu me sentir inferior, abalava minha autoestima e meus relacionamentos. Ficava com mulheres, mas não fazia sexo com elas por falta de atração sexual.

Sentia vontade de transar com homens, mas também tinha dificuldades, primeiro porque eu era, mas não queria ser gay, e segundo porque tinha receio de não satisfazê-los sexualmente. Por conta dessas amarras, iniciei minha vida sexual tardiamente, por volta dos 20 anos.

Essa nova fase também foi difícil porque me comparava ainda mais e sentia muita vergonha. Só tinha relação sexual com a luz apagada, evitava ficar nu frente dos meus parceiros, só tirava a roupa na hora do ato sexual e depois já me cobria, não tomava banho junto.

Outro ponto é que eu ficava tão concentrado para não deixar o medo invadir minha mente e eu brochar na hora H, que as relações até eram prazerosas, mas eu quase não conseguia relaxar.

Cirurgia trouxe autoestima e confiança

Em 2021, vi a notícia de um cantor sertanejo que havia feito uma cirurgia para aumentar o pênis. Isso despertou em mim a vontade de fazer também e comecei a pesquisar sobre as técnicas disponíveis. Marquei uma consulta com um urologista e, pela primeira vez na vida, falei abertamente com alguém sobre o assunto.

O médico me ouviu, examinou e disse que como eu me encaixava em um caso de micropênis, tinha a indicação de fazer a cirurgia caso desejasse. O especialista apresentou a técnica que ele usaria em mim, a mobilização total dos corpos cavernosos.

De forma acolhedora e realista, ele disse: ‘Não crie muita expectativa porque não vou fazer mágica nem milagre. Farei o possível dentro das possibilidades que seu corpo permitir’.

Conversei com meu marido, com quem estou há três anos, ele disse que eu não precisava fazer, que nunca se incomodou, mas que se isso ia me fazer feliz, ele me apoiaria.

Em 2022, fiz a cirurgia de aumento peniano pelo plano de saúde. Tanto o procedimento quanto a recuperação foram tranquilas. Fiquei 14 dias de repouso, senti desconforto ao caminhar devido à sensibilidade na região e um pouco de dor durante as ereções involuntárias —que todo homem tem—, mas logo fiquei 100% bem.

Fiquei feliz e satisfeito com o resultado, o aspecto geral do pênis ficou bonito e visivelmente maior. Antes não gostava de me ver nu no espelho, hoje me vejo como um homem normal e com o genital compatível com a minha idade.

Após 60 dias fui liberado para ter relação sexual. O sexo melhorou, não só por causa do tamanho, mas principalmente pela minha autoestima, que tem melhorado a cada dia.

Muitas pessoas podem chamar o que fiz simplesmente de cirurgia de aumento peniano, mas para mim tem um significado maior: fiz as pazes com meu corpo e comigo mesmo. Tenho me sentido mais seguro e confiante em várias áreas da minha vida.”

*O nome foi trocado para preservar a identidade do entrevistado.

Tire dúvidas sobre a cirurgia de aumento peniano

  • PARA QUEM ELA É INDICADA?

O CFM (Conselho Federal de Medicina) e a SBU (Sociedade Brasileira de Urologia) aprovam e indicam esse tipo de operação para pacientes com pênis amputado ou pênis embutido na gordura do púbis ou no escroto ou que têm micropênis (com 8 cm ou menos quando ereto).

Segundo Ubirajara Barroso Jr., médico e coordenador da disciplina de urologia da UFBA (Universidade Federal da Bahia), a cirurgia de alongamento peniano não deve ser feita em homens com pênis de tamanho considerado normal, que buscam o procedimento por apresentar dismorfismo corporal. Esse transtorno deve ser tratado com desmistificação e educação sexual, em um trabalho conjunto com urologista, psicólogos e psiquiatras, se necessário.

É importante saber que técnicas que envolvem a injeção de substâncias, chamadas de bioplastia, não são aprovadas pelo CFM.