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Moraes retira sigilo e divulga íntegra da reunião em que Bolsonaro e ministros debateram 'ações' antes da eleição 9

Moraes retira sigilo e divulga íntegra da reunião em que Bolsonaro e ministros debateram ‘ações’ antes da eleição

O Supremo Tribunal Federal (STF) tomou uma decisão histórica nesta sexta-feira (9) ao retirar o sigilo da gravação de uma reunião explosiva realizada em julho de 2022. Neste encontro, o então presidente Jair Bolsonaro e ministros discutiram estratégias consideradas por muitos como antidemocráticas para influenciar as eleições daquele ano.

Segundo informações da Polícia Federal, Bolsonaro teria ordenado a disseminação de informações fraudulentas com o intuito de influenciar o resultado das eleições e evitar a vitória do candidato opositor Luiz Inácio Lula da Silva.

A gravação em questão se tornou peça fundamental na investigação que culminou na operação “Tempus Veritatis”, deflagrada recentemente contra militares e ex-ministros suspeitos de estarem envolvidos em uma tentativa de golpe de Estado.

A descoberta do vídeo se deu no computador de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que posteriormente colaborou com a Polícia Federal em um acordo de delação premiada homologado pelo ministro Alexandre de Moraes.

Até o momento da retirada do sigilo, trechos das declarações de Bolsonaro na reunião já haviam sido divulgados por veículos de imprensa. Entretanto, somente após a decisão de Moraes é que a íntegra do conteúdo se tornou público.

Além das declarações do então presidente, os registros da reunião também incluem intervenções de outros participantes, como os ministros Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, e Paulo Sérgio Nogueira, da Defesa. Estes trechos, contudo, estavam disponíveis apenas nos relatórios da Polícia Federal, sendo liberados após a decisão do ministro do STF.

A operação “Tempus Veritatis” foi deflagrada com o objetivo de investigar uma suposta conspiração para disseminar notícias falsas sobre o sistema eleitoral brasileiro, visando criar condições para invalidar a vitória de Lula nas eleições de 2022.

Entre os alvos da operação estavam figuras proeminentes da política e militares, incluindo o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o ex-ministro da Defesa Braga Netto, e o ex-ministro do GSI Augusto Heleno, entre outros.

Dentre as ações realizadas durante a operação, destacam-se a apreensão do passaporte de Bolsonaro, a prisão em flagrante de Valdemar Costa Neto por posse irregular de arma de fogo, e a descoberta de um documento na sede do PL que propunha a decretação de estado de sítio.

O relatório da PF indicou que o grupo investigado atuava em diferentes núcleos com o propósito de organizar uma tentativa de golpe de Estado.

A operação também resultou na prisão de figuras próximas a Bolsonaro, como o ex-assessor Filipe Martins, e a identificação de pessoas ligadas à elaboração de minutas de decretos golpistas, incluindo um padre católico conservador.

O desdobramento dessas investigações certamente terá implicações significativas no cenário político brasileiro, repercutindo não apenas no âmbito jurídico, mas também nas esferas social e institucional do país.

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