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Fundadores do Instagram anunciam rede social focada em texto estilo TikTok 17

Fundadores do Instagram anunciam rede social focada em texto estilo TikTok

Os cofundadores do Instagram Kevin Systrom e Mike Krieger anunciaram o lançamento de uma rede social chamada Artifact que promete sacudir o mercado editorial. O produto conta com um feed de notícias personalizado que usa aprendizagem de máquina para exibir conteúdos noticiosos em texto. O formato proposto para a plataforma é bem similar ao TikTok, porém com foco na escrita em vez de vídeos curtos.

O nome da plataforma é a junção de duas palavras: articles (artigos, em português) com facts (fatos, em português). A Artifact deve contar com uma inteligência artificial apurada para exibir assuntos de interesse do leitor — sim, a pegada aqui será voltada para escrita e leitura, logo nada de usar filtros visuais, músicas ou a câmera do celular.

Tudo parece pensado para resgatar os tempos áureos do Twitter, quando não havia suporte a imagens. Ao abrir o programa, o usuário será jogado de cara em um feed recheado de artigos populares, uma lista formada por editores em alta da plataforma. Segundo o site The Verge, a plataforma terá notícias de grandes veículos de mídia, como o New York TImes, e redatores de pequenos blogs nichados, com seleção feita por uma equipe de curadoria.

Algoritmo de recomendação para artigos

Como haverá um algoritmo de interesse, o toque na tela para ler mais sobre algo deve enviar uma mensagem para o app de relevância sobre aquele assunto. Serão exibidas postagens e histórias semelhantes no futuro, de modo parecido com a guia “Para você” da rede social chinesa.

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O feed do Artifact parece o TikTok, mas é voltado para artigos e matérias jornalísticas em vez de vídeos (Imagem: Reprodução/Artifact)

Usuários beta do Artifact deverão testar dois recursos-chave da plataforma. O primeiro é um feed que mostra conteúdos das pessoas seguidas, como nas redes sociais tradicionais. O segundo é a caixa de entrada de mensagens diretas para conversas particulares com os amigos feitos no serviço.

O funcionamento ainda é um tanto misterioso, mas parece que não haverá suporte a textos sem links. Na prática, a rede social não deve hospedar os conteúdos exibidos, que deverão vir de sites externos, mas terá suporte a interações e comentários. Esta pode ser até uma medida para se precaver quanto a atuação de órgãos regulares mundiais, cuja luta tem se voltado para as grandes empresas de tecnologia.

Uma das apostas é usar na plataforma a tecnologia que possibilitou a criação do ChatGPT, criando uma IA otimizada para mídia social. A aposta é que, assim como o prompt oferece respostas para qualquer pergunta, a tecnologia também entregue notícias para qualquer dúvida do usuário. Seria algo como um ChatGPT com fontes qualificadas e possibilidade de divergência.

O Artifact também removerá postagens individuais que promovem mentiras, segundo seus criadores. O sistema de aprendizado de máquina será otimizado para medir quanto tempo você gasta lendo sobre vários assuntos, em vez de focar a métrica em cliques e comentários, como forma de recompensar os materiais mais envolventes.

Uma luz no fim do túnel para escritores?

Embora parta de uma premissa que muitos criadores considerem defasada, a nova rede social pode dar mais visibilidade para os textos de qualidade. Com a ênfase em imagens de Instagram e TikTok, parte do público perdeu o interesse pela leitura de notícias. Há quem atribua esse fenômeno, inclusive, ao crescimento das notícias falsas e das informações enviesadas transitando pelo WhatsApp.

Se a premissa vai funcionar, será preciso observar dois fatores primordiais: a atração das pessoas e o interesse dos anunciantes. É provável que as marcas se sintam mais confortáveis em anunciar em conteúdos com fontes confiáveis de notícias, mas isso só deve ocorrer se houver gente interessada em ler.

Ainda não há uma data de lançamento definida para o Artifact, mas uma lista de espera já está aberta ao público. Os cadastrados serão liberados gradualmente, conforme a disponibilização da plataforma, que contará com aplicativos para Android e iOS.

Esta é a primeira iniciativa da dupla após a saída do Facebook, em 2018, quando os criadores do Instagram alegaram divergência com a empresa controladora. Na época, eles decidiram investir em um empreendimento para trabalhar com ideias criativas para mídias sociais.

Fonte: The Verge

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