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Adolescente de 16 anos é morta após pegar febre maculosa em Campinas 13

Adolescente de 16 anos é morta após pegar febre maculosa em Campinas

O Instituto Adolfo Lutz confirmou nesta quinta-feira (15/6) que Érissa Nicole Santos Santana, de 16 anos, faleceu devido à febre maculosa. Esse é o quarto caso da doença confirmado nos últimos dias na região metropolitana de Campinas, interior de São Paulo.

Todos os casos foram registrados em pessoas que estiveram na Fazenda Santa Margarida, local apontado pela Prefeitura de Campinas como foco do surto. Além dos quatro casos confirmados, outros dois estão sob análise.

Érissa visitou a fazenda no dia 27 para auxiliar seu pai, Ednaldo Santana, que prestava serviços para os organizadores do evento Feijoada do Rosa, que reuniu cerca de 3,5 mil pessoas. A adolescente permaneceu no local por aproximadamente 30 minutos para entregar um equipamento.

Segundo José Carlos Santana, tio e padrinho da vítima, Érissa tinha o sonho de se tornar administradora de empresas e ajudar seu pai nos negócios da família. Ele descreveu a relação próxima entre pai e filha e o desejo dela de fazer intercâmbio e conhecer o mundo. A família também era religiosa, e Érissa gostava de ajudar na igreja como professora de crianças.

De acordo com Jeferson Viana, supervisor da empresa em que Ednaldo trabalhava, pai e filha caminharam cerca de 40 metros dentro da fazenda, em um trecho de terra batida. Viana explicou que era comum Ednaldo levar a esposa e a filha em eventos, mas que ele nunca a deixava sozinha. Érissa estava sempre próxima ao pai.

A febre maculosa é uma doença tratável, porém, o tratamento deve ser iniciado precocemente com antibióticos adequados. Seu principal sintoma é febre alta, que pode ser confundida com outras enfermidades. É importante que médicos questionem os pacientes sobre a presença de carrapatos ou capivaras em áreas de vegetação. Com o histórico adequado, o tratamento pode ser iniciado imediatamente, afirmou Andrea von Zuben.

O surto de febre maculosa na região metropolitana de Campinas levanta preocupações sobre medidas de prevenção e controle da doença, além da necessidade de maior conscientização sobre os riscos associados ao contato com carrapatos e a importância do diagnóstico e tratamento precoce.

Os principais sintomas da febre maculosa são:

  • Febre;
  • Dor de cabeça intensa;
  • Náuseas e vômitos;
  • Diarreia e dor abdominal;
  • Dor muscular constante;
  • Inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e sola dos pés;
  • Gangrena nos dedos e orelhas;
  • Paralisia dos membros que inicia nas pernas e vai subindo até os pulmões causando parada respiratória.
  • Na evolução da doença, também é comum o aparecimento de manchas vermelhas nos pulsos e tornozelos, que não coçam, mas podem aumentar em direção às palmas das mãos, braços ou solas dos pés.

Como é a transmissão?

A transmissão da doença ocorre em ambientes silvestres, nos quais exista o carrapato Amblyomma cajennense, popularmente conhecido como carrapato-estrela. Para que ocorra a transmissão, é necessário que o carrapato fique fixado na pele por um período de cerca de 4 horas.

Como se proteger:

Ao realizar trilhas e atividades de lazer ao ar livre, algumas precauções devem ser tomadas para evitar a febre maculosa:

  • Evitar caminhar, sentar e deitar em gramados e em áreas de conhecida infestação de carrapatos;
  • Em áreas silvestres, realizar vistorias no corpo em busca de carrapatos em intervalos de três horas para diminuir o risco de contrair a doença;
  • Se forem verificados carrapatos no corpo, não esmagá-lo com as unhas, pois ele pode liberar as bactérias e infectar partes do corpo com lesões;
  • Se encontrar o parasita, ele deve ser retirado de leve com torções e com auxílio de pinça, evitando contato com as unhas. Quanto mais rápido forem retirados, menor a chance de infecção;
  • Utilizar barreiras físicas, como calças compridas, com a parte inferior por dentro das botas ou meias grossas;
  • Utilização de roupas claras para facilitar a visualização e retirada dos carrapatos.

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