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Zara volta a ser acusada de racismo após abordagem de segurança

Uma loja da Zara no Shopping da Bahia, em Salvador (BA), foi acusada de racismo após um segurança abordar um cliente negro. O caso aconteceu nesta terça-feira (28/12) e foi registrado em vídeo por pessoas que passavam pelo local.

Nas imagens, é possível ver o cliente negro mostrando seus cartões, documentos e notas fiscais dos produtos que comprou. “Eu tenho cartão, eu compro o que eu quiser!”, diz.

Em nota, o Shopping da Bahia afirmou que representantes da loja pediram que o segurança abordasse o cliente. “O profissional não poderia ter atendido a tal solicitação, pois descumpre o que determina o regulamento do shopping, apesar dos constantes treinamentos recebidos”, afirma o comunicado.

O shopping ainda disse que incluirá as imagens nos treinamentos internos para “evitar que se repitam”.

Outro caso
Em outubro, investigação realizada pela Polícia Civil do Ceará (PC-CE), identificou que a loja da Zara, em um shopping de Fortaleza (CE), possuía um protocolo para tratar os clientes. De acordo com as informações obtidas, a orientação era “vigiar” a movimentação de “potenciais suspeitos”, baseando-se pela vestimenta e cor da pele das pessoas.

A investigação foi aberta pela Polícia Civil após a delegada Ana Paula Barroso ter sido barrada na entrada de uma loja da Zara em um shopping na capital cearense, em setembro deste ano.

Na data do episódio, a delegada, que é negra, foi impedida de entrar no estabelecimento por um funcionário por “questões de segurança”. Mesmo após questionar e pedir mais explicações, Ana Paula continuou sem permissão para entrar.

Após apuração da denúncia, a Polícia Civil indiciou o gerente da Zara, Bruno Filipe Simões Antônio, de 32 anos, pelo crime de racismo.