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Tribunal mantém prisão de Jairinho por unanimidade

Rio de Janeiro – Os desembargadores da 7ª Câmara Criminal, por unanimidade, decidiram manter o vereador cassado e médico Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, na cadeia. Ele e a ex-parceira, Monique Medeiros, são acusados da morte do menino Henry Borel, em 8 de março.

No pedido de liberdade, o advogado de Jairinho, Braz Sant’Anna, alegou a inocência do cliente e lembrou que ele já foi vereador por cinco mandados. Disse que sua cassação, em junho, mostra que não tem mais influência política e que moraria em Bangu, zona oeste, onde está a sua família.

“Não vislumbro constrangimento ilegal na prisão. Já foi marcada a prova de defesa onde há divergência entre Jairinho e Monique, portanto, por hora, deve permanecer a prisão”, afirmou o desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto. Jairinho é acusado ainda de coação no curso do processo contra ex-funcionárias, como a babá do menino, Thayna de Oliveira Ferreira.

Jairinho e Monique foram presos em 8 de abril e respondem ao processo no 2º Tribunal do Júri. Eles arrolaram 46 testemunhas de defesa para prestar depoimento nas próximas audiências previstas para 14 e 15 de dezembro, entre elas familiares, amigos e funcionários, além de peritos contratados.

Na ocasião, o depoimento mais surpreendente foi o da babá do menino, Thayna de Oliveira Ferreira, ao apresentar uma terceira versão sobre o caso. Ela alegou que não sabia das agressão do padrasto do menino, reveladas à mãe Monique Medeiros, por mensagens. Thayna responde por falso testemunho.

Monique e Jairinho alegaram que a morte do menino Henry foi provocada por um acidente doméstico. Mas laudo do Instituto-Médico Legal apontou 23 lesões no corpo do menino por agressão. Jairinho responde ainda por maus-tratos a outras três crianças, filhos de ex-namoradas.