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Negacionista mata irmão farmacêutico que aplicava vacinas contra a Covid

Um homem foi indiciado pela morte do irmão em Maryland, nos EUA. De acordo com o documento do indiciamento, Jeffrey Allen Burnham, de 46 anos, assassinou o irmão farmacêutico Brian Robinette, de 58, porque ele aplicava vacinas contra a Covid-19, contou a WUSA-TV, emissora afiliada da rede CBS.

Jeffrey, diz a acusação, que “confrontou o irmão” querendo saber “por que o governo dos EUA estava envenenando pessoas com vacina“. O acusado foi visto dizendo várias vezes “Brian sabe de alguma coisa!“.

Os investigadores acreditam que Burnham também atirou e matou Kelly Sue Robinette, de 57 anos, esposa de Brian, e uma outra mulher, identificada como Rebecca Reynolds, de 83, uma amiga da sua mãe. Segundo a polícia, ele confessou os crimes para um membro do corpo de bombeiros.

Jeffrey Burnham morava em Cumberland, no estado norte-americano de Maryland, e é suspeito de cometer os crimes em duas comunidades a mais de 160 km de sua casa. Ele responderá por triplo homicídio.

Os corpos do irmão Brian e da cunhada Kelly Sue, foram encontrados na residência em Ellicott City na quinta-feira (30). A terceira vítima, Rebecca, foi encontrada morta no dia anterior em sua cidade natal, Cumberland.

As circunstâncias dessas mortes não foram totalmente esclarecidas. A motivação dos crimes ainda será investigada, mas testemunhas relataram que ele era contrário à imunização.

Segundo as autoridades, Burnham roubou o carro Corvette do irmão e parou na casa de alguém pedindo gasolina após os assassinatos. Ele disse que a pessoa “o veria na TV” e que seu irmão estava “matando pessoas com as aplicações de vacina contra a covid“. A fala levantou suspeita e foi então que a polícia estadual foi chamada.

A principal linha de investigação da polícia é a de que o suspeito cometeu os assassinatos porque acreditava que o irmão ajudava o governo a “envenenar” as pessoas aplicando as vacinas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda imunização como meio mais eficiente de controlar a epidemia do coronavírus e minimizar os efeitos da doença.

Em depoimento, a mãe do autor dos crimes disse que estranhou e chegou a desconfiar da sanidade mental do filho. Segundo ela, o filho dizia que o “FBI estava atrás deles“.

Burnham foi preso em Davis, West Virginia, em 1º de outubro e está detido sem fiança. Sua audiência preliminar está marcada para as 9h do dia 5 de novembro.

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