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Miranda Cosgrove diz que não sabia dos abusos sofridos por Jennette McCurdy

“Quando se é jovem, você sempre vive dentro da própria cabeça”, diz Miranda Cosgrove.

O lançamento do livro de Jennette McCurdy, das séries “iCarly” e “Sam & Cat” do Nickelodeon, está repercutindo muito. Na autobiografia, ela conta ter sofrido assédio dentro da empresa. Miranda Cosgrove, protagonista de “iCarly”, deu uma declaração ao New York Times sobre o assunto. Ela afirma que “não tinha ideia” do que Jennette passava na época da série.

“Quando se é jovem, você sempre vive dentro da própria cabeça. Não conseguia imaginar que as pessoas ao meu redor estavam passando por momentos complicados. E você não espera que isso aconteça com a pessoa que faz todo mundo rir”, declarou Miranda Cosgrove. No livro, também, Jennette conta que Miranda tentou convencê-la a voltar a “iCarly” para o reboot, mas nada a faria aceitar isso.

Miranda Cosgrove diz que não sabia dos abusos sofridos por Jennette McCurdy

Jennette não revela o nome de seu assediador. Ela o chama de “O Criador”, possivelmente para evitar um processo. As especulações dão conta de que “O Criador” é, na verdade, Dan Schneider, produtor executivo de “iCarly”. Ele já recebeu outras acusações de assédio e comportamento abusivo.

Nickelodeon ofereceu US$ 300 mil para calar Jennette McCurdy, diz atriz

Jennette McCurdy  afirma que o canal Nickelodeon lhe ofereceu US$ 300 mil para calar sua boca. Segundo ela, o valor seria pago livre de impostos, para que ela não falasse publicamente sobre os abusos que sofreu na empresa. O trecho do livro foi divulgado pela Variety.

Nickelodeon ofereceu US$ 300 mil para calar Jennette McCurdy, diz atriz

Segundo a atriz, “O Criador” a embebedava quando ela tinha 18 anos e fazia massagem em seus ombros de “uma maneira imprópria”. “Eu quero dizer para ele parar, mas também tenho medo de ofende-lo”, ela escreveu no livro, narrando a experiência.

Jennette McCurdy disse que a oferta de US$ 300 mil veio por intermédio de um agente. Disseram que ela encarasse o dinheiro como “um presente de agradecimento”, e frisaram que era livre de impostos. Mas, para ela, não havia nada “livre” ali. “Não é dinheiro livre. Isso me parece mais um suborno”, definiu.