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Lula vai a debate com broche de campanha contra violência sexual infantil

O candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, foi ao debate de hoje com o presidente Jair Bolsonaro (PL) usando um broche na lapela em homenagem à Campanha Nacional de Mobilização de Combate à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. O debate é organizado pelo UOL, TV Bandeirantes, TV Cultura e Folha de S.Paulo.

O símbolo da campanha é uma flor amarela, a mesma usada por Lula na noite de hoje. O slogan da campanha é “Faça bonito, proteja nossas crianças e adolescentes”.

Lula decidiu usar o adereço um dia depois de viralizar um vídeo com uma entrevista de Bolsonaro a um podcast na sexta-feira (14). Na ocasião, Bolsonaro se referiu a um encontro com venezuelanas dizendo que havia adolescentes “arrumadas para ganhar a vida”, insinuando prostituição infantil.

Também disse que “pintou um clima” e decidiu parar no local. Em outro momento, Bolsonaro afirmou que as jovens venezuelanas estavam ali “pra fazer programa”.

O ex-presidente Lula usa pin com símbolo da campanha de combate ao abuso e exploração sexual de crianças - Mariana Greif/Reuters - Mariana Greif/Reuters

Lula já provocou na entrada. Lula já havia mencionado o caso quando questionado ao chegar ao debate.

“Ele agiu com muita má-fé com aquela menina. Ele, no cargo de presidente, deveria respeitar muito”, disse Lula a jornalistas ao chegar à sede da TV Bandeirantes. “É a molecagem que é feita sempre que ele pode. Ele é assim, parece que nasceu assim e vai terminar a vida assim, zombando de coisas sérias.”

Já Bolsonaro declarou ao chegar que passou por uma “acusação sórdida e infame”, apontando que o ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), barrou a campanha petista de utilizar a fala em propagandas eleitorais.

Imagem da campanha contra violência sexual contra crianças e adolescentes - Reprodução - Reprodução

“Tentaram me atingir naquilo que é mais sagrado para mim. A defesa da família e das crianças”, disse Bolsonaro. “Quero lembrar que Lula e sua equipe me acusam o tempo todo de genocida, de miliciano, de canibal, e essa última, pedofilia. Eu lamento que não tenha nada de concreto sobre mim e de bom para falar sobre ele.”

Questionado sobre o que quis dizer com a expressão “pintou um clima”, Bolsonaro desconversou e disse que usa a fala em outros contextos. Sobre a insinuação que as jovens venezuelanas estariam se prostituindo, o presidente disse que “não fez acusação direta de nada”.

“O que elas estavam fazendo naquele momento, a conclusão fica para cada um”, disse.