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6 anos depois, suspeito de matar menina com 42 facadas em escola de PE é identificado

Laudo pericial apontou que faca usada para assassinar a criança tinha DNA de Marcelo da Silva, de 40 anos. Criminoso já está preso devido a outros crimes

Passados seis anos e um mês, a Polícia Científica de Pernambuco identificou o suspeito de desferir 42 facadas contra a menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos. Marcelo da Silva, 40, já está preso por outros crimes e confessou ser autor do assassinato brutal. As informações são do G1.

A peça-chave para o esclarecimento do caso foi a faca usada e deixada para trás no dia do crime. Conforme o laudo pericial, o DNA encontrado no cabo da arma branca é de Marcelo da Silva, de 40 anos.

O DNA da faca foi comparado com o material genético de 125 pessoas apontadas como suspeitas. Dentre eles, Marcelo, cujo DNA fazia parte do Banco Estadual de Perfis Genéticos. O perfil genético obtido a partir da amostra também é compatível com o DNA da menina.

suspeito de cometer o crime vestindo regata amarela e olhando para a câmera

MOTIVAÇÃO NÃO ESCLARECIDA

O suspeito já estava preso, respondendo por outros crimes e foi indiciado nesta terça-feira (11), após ser ouvido por delegados.

Beatriz Angélica foi morta durante uma festa no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, instituição particular tradicional de Petrolina (PE).

O laudo final do Caso Beatriz foi concluído nessa segunda-feira (10) e enviado nesta terça (11) à Secretaria Estadual de Defesa Social (SDS) e ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

O documento da perícia técnica, ao qual a TV Globo teve acesso exclusivo, porém, não esclarece a motivação do crime e não detalhe a quais outros crimes Marcelo da Silva responde. Ele está preso em Salgueiro, no Sertão pernambucano.

Desde o dia do assassinato da criança, em 10 de dezembro de 2015, a polícia realizou sete perícias. Segundo o G1, o inquérito ainda reuniu 24 volumes, 442 depoimentos e 900 horas de imagens analisadas.

FAMÍLIA LUTAVA POR RESPOSTAS E JUSTIÇA

Em dezembro do ano passado, os pais da menina realizaram um trajeto a pé de mais de 700 quilômetros (km), de Petrolina a Recife, em busca de respostas para o crime e para pedir justiça.

O ato durou 23 dias e teve o apoio de autoridades municipais e dos moradores das cidades por onde eles passavam.

“Resolvi caminhar por amor à Beatriz. Para chamar a atenção do estado para a solução do caso de Beatriz. O estado ele tem obrigação de solucionar o inquérito de Beatriz, como também ele pode nos ajudar a federalizar o inquérito, porque já existe o pedido tramitando no Ministério Público Federal, ou ele pode aceitar a colaboração dos americanos”, disse a mãe da menina, Lúcia Mota, na ocasião.

sala com materiais queimados

CRIME

Beatriz Angélica foi morta na quadra do colégio Maria Auxiliadora. Lá, acontecia solenidade de formatura das turmas do terceiro ano — a irmã era uma das formandas da cerimônia.

A última imagem da criança foi registrada às 21h59 do dia 10 de dezembro de 2015, quando ela se afasta de Lúcia e se dirige ao bebedouro da instituição, localizado na parte inferior da quadra.

Minutos depois, o corpo da menina foi encontrado atrás de um armário, em uma sala de material esportivo desativada após o incêndio causado por ex-alunos da escola.

Em maio, a empresa norte-americana Criminal Investigations Training Group produziu e divulgou uma nova imagem do suspeito.